Voltei em forma de nuvém de pó de cimento...
A mente aluada anda completamente aluada no que respeita à blogosfera, mas outras obrigações e prazeres sugam todos os minutos dos meus dias. Não percebo porque sinto necessidade em dormir, já nem com 5 cafés por dia consigo incutir aos meus neurónios a informação, “Insónia é necessária, fechar a pestana é tornar o tempo inútil!”. Bom, a verdade é que desde que mudei de emprego, a agradável sensação de vir para casa e libertar-me do trabalho, desvaneceu-se da minha vida. Nos dias de hoje o trabalho vem de “mão dada comigo”, no verdadeiro sentido da palavra. Pareço um burro de carga, é dossiers, livros, artigos, folhetos, até calhaus de calcário já co-habitam comigo no meu ZP( entenda-se Zé Peido, nome amoroso com o qual baptizei o meu carro, para quem não sabe), que por sinal anda irreconhecível, agora que vive envolto em pó e cimento. Bem, tudo tem as suas vantagens e desvantagens! As vantagens é que vejo futuro e sinto que estou realmente no caminho para aprender muito mais, ou seja ando motivada. O objectivo é absorver tudo o que puder, dentro dos limites do possível, não vá o tico e o teco terem um colapso com tanta informação. As desvantagens é que me “lançam aos leões” e no meio de tanta informação acabo por me sentir perdida em caminhos nunca antes percorridos! Estou prestes a tornar-me uma poliglota, é inglês, é espanhol, qui ça francês e até um alemão “aportuguesado”. A palavra de ordem é “formação”. Em que língua? Só sei quando os senhores invadem o espaço, de gravatinha e pastinha na mão. Na segunda feira tive a sorte de o dito cujo ser um espanhol. Sorte ou talvez não! Foram 4h30m a ouvir “Entonces”, “ Vamos hacer”, “Ya veremos”. Na 3hora a mente aluada já só pensava, “voy a cortarme el pulso-vou cortar os pulsos senhor!!!!”. Maldito espanhol, será que não se alimentam? Uma tarde inteira sem comer, já nem via bem o espanhol e como boa portuguesa o meu cérebro pulsava, “café, café, comida, café, café, comida!”. Mas o pior estava para vir quando todo o mundo já me tinha abandonado, e às seis da tarde o senhor me interroga “hacer qué horas, yo puedo quedar hasta cuando anochecza”, “Se posso ficar até anoitecer???? Nem pense, tenho de ir dormir sobre a informação que me injectou hoje!”. E fugi......